Frágil. É assim que eu me sinto quando a tristeza vem me visitar. Percebo que nada sou além de uma sonhadora, que já sofreu demasiadamente e agora não quer mais sonhar. Acabo por pensar que sou tão insignificante que já me desespero com qualquer pontinha de esperança, esperança de ser feliz. Agarro-me à felicidade, implorando para que esta me leve junto, e me tire desse abismo em que me jogaram. Fecho-me como um alguém sombrio, mas no fundo, escondo sorrisos e amores. A vontade de ser feliz se afunda em meu peito, esperando o momento certo para saltar e dizer oi. Mas quem saberá qual o momento certo? A única alternativa é se arriscar, jogar-se no mundo. Isso é muito pra mim. Muita mudança em tão pouco tempo, e eu, que sou um ser imutável, entro em colapso. Eu que fui forte por tantos anos, hoje já não sei mais o que sou. Já não escrevo de forma tão bela quanto antes. Sofro demais comigo mesma, tentando aceitar que o tempo nunca vai parar pra ninguém.
Estou frágil como uma boneca de porcelana.
Estática, fria, delicada.
Qualquer baque já é capaz de quebrá-la.
“There is a sacredness in tears. They are not the mark of weakness, but of power. They speak more eloquently than ten thousand tongues. They are messengers of overwhelming grief...and unspeakable love.”
Washington Irving.
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