terça-feira, junho 28, 2011

Quando aprendi a me amar.

Quando aprendi a me amar, deixei tudo de lado e procurei um foco, algo que me desse um sentido, uma direção. Minha vida estava uma bagunça! Eu era muito boa em lidar com as pessoas, mas não conseguia encarar a realidade dentro de mim. Percebi que não adiantava tratar todo mundo como eles querem, e que não se agrada a todo mundo. Assim que fiquei cara a cara com o meu eu interior, pude notar os meus defeitos e aceitá-los. Passei mais tempo sozinha, sentada em algum lugar bem iluminado e ventilado, apenas para refletir sobre a vida e pensar em tudo que passei. Confesso que no começo sofri, e não foi um dia, ou uma semana. Foram noites em claro, sem saber o que fazer. Fiquei sem o meu habitat espiritual, perdi até um grande amor, que me confortava e me apoiava em tudo. E foi melhor assim, pois tive que começar do zero, procurar novos lugares e novas oportunidades. Maravilhosa é a sensação de ser livre, de poder fazer o que quiser sem compromissos. Anos se passaram, eu sei, mas nunca é tarde para se recomeçar


Senti o gosto do chá, a brisa bater em meu rosto, os pés se deliciando na água quente, e a chuva encharcando toda a minha roupa. Notei que ao meu redor havia pessoas que sempre me amaram, e assim pude retribuir todo o amor que me dão. Hoje sou grata por ter amigos que nunca me abandonaram nessa jornada. (PS: Isinha e Jéssica, amo vocês <3) Comecei a entender meus pais, pois é como dizem, que na infância nós não vemos defeitos em nossos pais, mas devemos perdoá-los quando crescemos. Parei de reclamar de coisas bobas. Não vou morrer se ficar uma semana sem internet ou televisão, existe muita gente com problemas bem piores do que essas besteirinhas da vida. Então, quando passei a me aceitar, aprendi a amar a Deus acima de todas as coisas, e jamais colocar algo ou alguém em seu lugar. Ele é o único que nunca vai nos abandonar, pois sempre estará ali, pronto pra nos ouvir. Comecei a aceitar outros pontos de vista, e defendi mais ainda os direitos de todo mundo, respeitando mesmo sem concordar.


Perdi o medo. Sabe, eu tinha um receio extremo de falar com as pessoas, por ser assim, nerd, desajeitada, então eu perdi o medo e mesmo trocando as sílabas, falei mais com as pessoas, e comecei a expor minha opinião. E o medo de amar? Perdi também! Esqueci essa parte do sofrimento: as pessoas estão tão pessimistas que só conseguem lembrar das coisas ruins da vida. É uma questão de escolha, querer viver se lamentando ou guardar os bons momentos no coração e seguir em frente. Então eu joguei todo esse medo pra longe e me lancei na vida.

Aprendi a pedir desculpas mesmo quando não tinha a culpa, e a prestar mais atenção nas pessoas. Decepcionei-me, mas não o bastante pra perder fé no amor e na justiça. Quanto às almas ruins, deixo que a vida as dê uma lição. E o mais importante: passei a cuidar de mim. Arrumei minha própria casa e plantei lindas flores no jardim do meu coração, para que todos que passem por ele possam se encantar e voltar outra vez. Deixei de ser um corpo iluminado, tornei-me luminoso. Brilhando com a luz que Deus colocou em mim desde o momento em que nasci. E tudo isso sem deixar a humildade de lado. A gente precisa se amar, e não deixar que pisem em nós, mas jamais querer passar por cima de alguém. E hoje me sinto feliz assim. Posso ir dormir tranqüila, porque sei que tenho tudo que preciso e que vou realizar meus sonhos o mais cedo possível. 

Então se você está se sentindo pra baixo, pare um pouco e se atreva a sair dessa bolha que te cerca. Comece a enxergar as coisas boas da vida, ganhe seu próprio brilho para que as pessoas possam te notar como alguém melhor. Ninguém pode tirar a sua felicidade e nada dura para sempre, a não ser o amor de Deus por você. 

Quem nunca ouviu a história da águia que passa muitos dias sozinha, batendo o próprio bico numa pedra para que ele caia e logo outro tome o seu lugar? Pois é, cada um na vida vai ter o seu momento águia, e acreditem, vai doeeeeeeer! Mas logo você estará pronto para voar e aprenderá muito com tudo o que passou.

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